ERA UMA VEZ UMA BEBÉ! MATILDE


Tornaram-se cada vez mais pontuais as vezes em que fotografamos os “nossos” bebés em estúdio.
Se o resultado final é incrível o caminho para lá chegar é, muitas vezes, moroso e desgastante. Não só para nós que queremos sempre dar o nosso melhor, mas também para os recém-pais que vêem o seu amor maior exposto a pessoas que não conhece e a um ambiente que lhe é estranho.
Nem sempre os bebés acordam dispostos a colaborar, nem sempre dormem o tempo todo, nem sempre o resultado final destas sessões mostra o seu lado mais real e cru.
Um bebé que estranha o ambiente, que só quer o colo da mãe, que tem cólicas ou que simplesmente não está tão bem disposto no dia da sessão vai chorar! E se o choro de um bebé tem o seu quê de encanto e chamamento é também, nestas situações, um factor de desespero para os pais que poderá causar-lhes alguma ansiedade.

Os cheiros, os sons, o ambiente, a luz, o toque… tudo conta quando o motivo da nossa atenção é um ser acabado de chegar ao mundo, pequeno e indefeso.
Então, aos poucos, as sessões em estúdio vão também dando lugar a sessões no lugar a que os bebés chamaram de casa logo desde os primeiros dias de vida.
E se por um lado queremos que tenham o melhor, imagens incríveis, comprometendo muitas vezes o nosso próprio bem estar, já comprometer o conforto e bem estar do vosso bebé não é algo de que sejamos fortes adeptos!
Por isso, se tudo correr bem em estúdio, tudo corre maravilhosamente bem, se o estúdio não for o lugar onde o vosso bebé se sinta confortável ou até mesmo vocês, pais, se sintam fora da vossa zona de conforto, tudo bem!

Gostamos sempre de conversar, esclarecer, conhecer as expectativas e trabalhar muito para as encontrarmos ou excedermos. E embora possam achar que a vossa casa não é o lugar ideal para fotografar, confiem em nós, há sempre um quarto, uma janela, um recanto que vos passou despercebido e de onde não somos capazes de desviar o olhar. Confiem!

A sessão da Matilde, em estúdio, pautou-se por momentos de inquietação e choro que nos embalou durante uma boa parte do tempo, mas que acabou por dar lugar a um sono mais ou menos profundo que nos permitiu ir um pouco mais além.
Pequenina, doce e tão mas tão sensível ao toque e aos ruídos, hoje tememos não reconhecer na menina crescida esta bebé de outrora.
Pouco tempo depois de fotografarmos a barriga que foi a sua primeira casa, conhecêmo-la em carne e osso… e ternura, muita ternura!

Foi assim:

27 de Fevereiro de 2017

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