ERA UMA VEZ UM BEBÉ! MATIAS

 

A seguir a um dia cinzento, vem sempre um dia de sol.
Às vezes soma-se mais um ou outro cinzento, mas o sol nunca desilude.

E hoje há sol, mais que não seja dentro de nós, ao recordarmos estes momentos que nos embalaram ao compasso de uma sessão.
E sabemos, com toda a certeza, que estes dois pequenotes deixam saudades no tamanho, não só aos pais, babados, dos melhores, mas também em nós que aproveitamos sempre uma birra, uma bateria para trocar ou outra qualquer desculpa para dar mimo e colo.

Há muitos muitos dias atrás, tantos que no rebuscamos na memória e tudo parece difuso, mas que conservando em imagens é muito mais fácil que tudo se torne presente e nítido como a acontecer ainda ontem, há mesmo muitos e muitos dias atrás estávamos assim, ainda na nossa primeira casa das histórias, na vila de Sintra, a dar as boas vindas a um menino tão delicado e pequenino que nos inundou o espaço de ternura.

Retorcemo-nos sobre a rapidez com que o tempo passou, mas isso já é dado adquirido, passa sempre depressa, demasiado depressa para quem não quer deixar a vida partir sem marcar cada segundo com uma história para contar.
Hoje, já crescidos, mas ainda a encher-nos as medidas em toda e qualquer forma e sentido, também eles poderão recordar como eram tão pequeninos e como começou a sua história de laços inquebráveis e mil e uma aventuras.
E que melhor legado poderão estes pais depositar nas mãos de quem fica do que memórias de laços, afectos, entregar-lhes para sempre a família em imagens como quem escreve para nunca se esquecer?

Hoje faz sol!
Pelo menos dentro de nós, com imagens assim:

16 de Março de 2016

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